Tecnologia

Como evitar o Loapi, vírus destruidor de celulares no Brasil e outros países

GETTY IMAGES

O Loapi é um vírus que afeta dispositivos Android e tem como “superpoder” a multidisciplinaridade – fazendo com que ele tenha impacto em vários recursos do smartphone.

Ele foi descoberto pela empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab. Segundo a companhia, os países da América Latina com maior número de dispositivos atingidos até agora são México, Brasil, Chile, Panamá e Peru. Mas o malware se espalhou também para os Estados Unidos e alguns países da Europa.

O Loapi avança por meio de anúncios falsos de antivírus ou aplicativos para adultos.

Sua arquitetura é complexa: uma vez instalado, o software solicita permissões de administrador para assumir o controle do dispositivo e, assim, instala módulos que afetam diferentes funções do celular.

 

As ações que o vírus pode executar são:

– Permite a recepção de publicidade invasiva;

– Controla mensagens de texto;

– Assina serviços de pagamento via SMS sem deixar rastros;

– Permite a realização de ataques que congestionam um site com tráfego até que ele fique impossibilitado de receber visitas;

– Usa recursos do telefone, como bateria e conexão à internet, para criar criptomoedas.

Superpoderes

Esse vírus complexo também tem armas poderosas contra os inimigos.

Se você baixar um aplicativo destinado a se livrar de malware, o vírus infiltrado lhe enviará mensagens falsas garantindo que o aplicativo antivírus é malicioso, pedindo que você o exclua. Se você se recusar a fazê-lo, o número de avisos é multiplicado até que você termine deletando-o.

Nikita Buchka, especialista em segurança da Kaspersky Lab, diz que esse vírus tem como marca a versatilidade, que lhe permite atuar em “vários terrenos”.

“O Loapi incorporou quase todas as características possíveis para poder usá-las para diferentes tipos de atividades maliciosas, com a intenção de ganhar dinheiro ilegal.”

Buchka explica que, embora o vírus não tenha a capacidade de acessar dados de cartões de crédito, ele “pode destruir o celular”, já que captura todas as suas funções, deixando-o inoperante.

Durante testes para detectar a capacidade de ataque, a Kaspersky Lab descobriu também que o Loapi gera uma carga de trabalho tão grande que o sistema aquece, deformando a bateria do aparelho.

Como se proteger?

Se o seu telefone já está danificado, é muito difícil eliminar o vírus, adverte a empresa de segurança.

O Loapi tem a capacidade de se proteger e, assim que houver uma tentativa de recuperar a administração do sistema, o malware bloqueará a tela do dispositivo e fechará a janela.

Recomenda-se tomar as seguintes ações, antes que seja tarde demais:

– Desative a opção que permite a instalação automática de aplicativos;

– Certifique-se de ter a versão mais recente do seu sistema operacional – as empresas os aperfeiçoam para reduzir vulnerabilidades;

– Se o seu telefone já está comprometido, a empresa recomenda a instalação de um antivírus de uma marca reconhecida, que ofereça garantias.

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